Telecentros de SP bloqueiam YouTube, mas dão acesso a sites pornográficos Por karaloko 24 setembro 2008 as 9:15 am


Em telecentros municipais na região central de São Paulo, usuários de internet não podem ter acesso ao site YouTube, mas conseguem ver páginas com conteúdo pornográfico, inclusive com fotos de sexo explícito.


Um decreto municipal do prefeito Gilberto Kassab (DEM) de 14 de agosto deste ano proíbe o acesso a sites com conteúdos relacionados a sexo, drogas, pornografia, pedofilia, violência e armamento em órgãos da administração municipal direta e indireta. Os telecentros, diz a prefeitura, já tinham o acesso a esse tipo de conteúdo restrito. As empresas públicas e organizações não-governamentais (ONGs) com as quais a prefeitura têm convênio também ficam obrigados a adequar suas redes de comunicação e de dados, de forma a impossibilitar o acesso a conteúdos inadequados.

Filtros

A cidade de São Paulo possui 293 telecentros municipais, dos quais cerca de 150 são em convênio com organizações não-governamentais. Os demais são ligados diretamente à rede da prefeitura, cujo filtro é mais rigoroso, segundo disse o coordenador. Os três visitados pela reportagem são da rede do governo.

Sobre os fatos dos orientadores não terem impedido o acesso aos sites, o coordenador disse que será instaurado procedimento administrativo para investigar esse problema. A respeito do YouTube, Scaranello informou que o site é bloqueado porque não há como impedir o acesso apenas aos vídeos impróprios que estão nele. Outro problema é que o site também é pesado para o tipo de conexão usada nos telecentros.

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