O delegado seccional de Santo André, Luiz Carlos dos Santos, afirmou que a jovem Nayara Rodrigues da Silva, 15 anos, disse, em depoimento, não ter ouvido o tiro antes da explosão da porta do apartamento onde ela era mantida refém, em Santo André, na região do ABC paulista, na última sexta-feira.
Policiais explodiram a porta para invadir o local e efetuar o resgate da jovem e de sua amiga Eloá Cristina Pimentel da Silva, 15 anos. Policiais responsáveis pela negociação do seqüestro afirmam que só invadiram o apartamento porque ouviram um tiro vindo do local, disparado por Lindemberg Alves, 22 anos.
Após a ação policial, Eloá foi resgatada baleada na virilha e na cabeça. Ela teve morte cerebral confirmada no fim de semana.
De acordo com o delegado, Nayara afirmou que Lindemberg fez um disparo por volta das 16h, em um momento que estava nervoso, mas ninguém foi atingido. No momento da ação policial para invadir o apartamento, ela disse à polícia ter ouvido dois disparos, enquanto gravações feitas por emissoras de TV apontam a possibilidade de ter ocorrido quatro. Quanto ao retorno de Nayara ao cativeiro na quinta-feira, Santos afirmou que a mãe da jovem não permitiu a entrada dela no apartamento. Nayara contou aos policiais que foi ameaçada por Lindemberg e obrigada a voltar ao cativeiro.




















